<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1953453570324682021</id><updated>2012-02-07T18:22:16.804-04:00</updated><category term='we'/><title type='text'>Ilona Diarrary</title><subtitle type='html'>As estranhas teorias conspiratórias que rondam meus pesamentos. Os fantasmas que passam na porta do meu quarto nas noites mais escuras. A insônia que me persegue todas as noites. Tudo me leva escrever as mais loucas historias.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://diarrary.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1953453570324682021/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarrary.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>ilona</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685143263851690977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_632yj7VPxzA/S7DDkMTWCDI/AAAAAAAAAME/SH6wfaECiSU/S220/www.MessenTools.com-1734-176Shadow.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1953453570324682021.post-8924579024699837738</id><published>2010-08-10T16:54:00.000-04:00</published><updated>2010-08-10T16:54:53.130-04:00</updated><title type='text'>9 - Vício</title><content type='html'>Do lado da minha mãe tinha um cara alto, ruivo, de barba crescida. Os dois estavam arrepiados, com cara de sono. Minha mãe estava muito zangada, mas muito preocupada também.&lt;br /&gt;     -Boa noite Caio – falou o cara quando cheguei perto deles.&lt;br /&gt;     Foi tudo que ouvi. Depois disso, ninguém falou mais nada, ele levou a gente para casa de carro. Já estava amanhecendo. &lt;br /&gt;     Quando chegamos em casa, eu mal podia subi as escadas até meu quarto, mas quando me deitei a dor não me deixou dormir de imediato, fiquei me perguntado quem era o cara. Mas depois deixei para lá. Estava cansado e com muita raiva da Tifane. Em alguma hora apaguei.&lt;br /&gt;     Passava da uma hora da tarde quando acordei sentindo aquele cheiro de roupa suja e cigarro. Levei um tempão para entender que era eu. Tive que tomar um banho, trocar de roupa, mas só fui me lembrar o motivo do mau cheiro no banho. Tinha me dado um branco da festa. Tomei um remédio para dor e cai de novo na cama, enjoado. Sempre que eu bebia ficava enjoado no dia seguinte. Achei melhor continuar deitado e se desse até dormia de novo, para não ter que falar com minha mãe. Quando o remédio fez efeito e a dor de cabeça e do braço passou e acabei dormindo mesmo.&lt;br /&gt;     Só fui acordar lá pelo fim da tarde, com minha mãe me sacudindo.&lt;br /&gt;     -vem comer alguma coisa menino!&lt;br /&gt;     -Depois – resmunguei.&lt;br /&gt;     -Agora, anda, levanta, não comeu nada o dia todo! Fiz um lanche para você!&lt;br /&gt;     Ela não ia me deixar sossegado mesmo, então sentei com calma, por que meus músculos todos estavam doloridos e tinha uma dor de cabeça chata. Nada extraordinário que me fizesse desejar silêncio absoluto, mas era irritante.&lt;br /&gt;     -Agora você vai me contar o que aconteceu naquela maldita festa.&lt;br /&gt;     -Ah mãe, agora não, eu to com dor de cabeça.&lt;br /&gt;     -E deve estar mesmo! Estava bêbado quando cheguei ao hospital Caio! Bêbado, meu filho estava bêbado... bê-ba-do BÊBADO!&lt;br /&gt;     -É mãe, bêbado, mas para de gritar, que droga to com dor de cabeça!&lt;br /&gt;     Resumindo, foi uma bronca daquelas com uma surpresa no final. Depois de chamar muito a minha atenção, ela parecia bem mais calma.&lt;br /&gt;     Hoje vejo que ela só precisava gritar um pouco. Estava sobrecarregada e eu não ajudava muito. Naquele tempo eu ainda tinha a ilusão de que ela sentia a falta do meu pai tanto quando eu. Só que eu não via a verdade. Mas não vou estragar a surpresa, vou deixar vocês lerem a história para entender. &lt;br /&gt;     Para ser bem direto, minha mãe se apavorou quando recebeu a notícia do hospital e tomou uma decisão importante.&lt;br /&gt;     -Filho eu nem imagino como você está sofrendo pelo seu pai. Mas beber não vai ajudar você, eu quero ajudar você, mas para isso você precisa se abrir comigo. Me diz o que está havendo. O que está sentindo? O que anda passando pela sua cabeça e...&lt;br /&gt;     Depois de uma hora de gritos e sermões ela falou isso e eu quase levei a sério. Quase falei, mas quando ela parou de falar, assim no meio da frase ficou um silêncio pesado entre a gente. Nós dois sabíamos o que ela não queria falar. Foi um tipo de acordo silencioso. Nem ela, nem eu falávamos na minha tentativa de suicídio há meses atrás. Ela não falava por que não queria que fosse verdade, não queria acreditar que eu pensava nisso. Hoje eu entendo a apreensão dela diante disso. Mas naquele tempo eu não entendia e nem queria entender. Eu ficava com raiva quando ela cutucava o assunto, mas não terminava. Sentia-me diferente de todo mundo por isso.&lt;br /&gt;     Eu não falei nada, fiquei saboreado aquele fio de esperança que ela ia mesmo me ouvir falar sobre isso ir-se indo, deixando um gosto amargo na minha boca. Gosto de nervosismo, de tensão, gosto de desesperança que vem surgindo.&lt;br /&gt;     Ela sentou do meu lado. Sabia, acho que pode perceber que eu fiquei pensando, na dúvida, um pouco emotivo eu acho. Quase ridículo.&lt;br /&gt;     -Filho, eu estou muito preocupada com você. Está bebendo muito para um garoto tão novo e. Eu marquei uma consulta com um psicólogo para você.&lt;br /&gt;     -O que?! Como assim? Eu...&lt;br /&gt;     -Não é definitivo, é só uma consulta, se o Dr. Eugênio achar que você precisa voltar lá... aí você volta.&lt;br /&gt;     Eu levantei da cama.&lt;br /&gt;     -Eu não acredito que você fez isso mãe! A gente tinha combinado que não teria mais psicólogo! Você disse... - eu fiquei muito zangado.&lt;br /&gt;     -Eu disse que se você estivesse bem eu deixaria isso em segundo plano. Você veio e me falou que tudo bem ficar sem ele depois que a gente mudasse. Olha o que fez ontem! Isso não é estar bem Caio.&lt;br /&gt;     -EU JÁ TAVA DE SACO CHEIO DAQUELA DONA LÁ QUE FICAVA FALANDO AQUELAS BABAQUICES TODAS. RIDÍCULO!&lt;br /&gt;     -Não grite comigo eu...&lt;br /&gt;     -SAI DAQUI, SAI... QUERO FICAR SOZINHO, SAI!&lt;br /&gt;     -Caio! Você...&lt;br /&gt;     -Saaaaaaiiii me deixa!&lt;br /&gt;     Ela saiu, Mas ficou um minuto na porta, me olhando daquele jeito estranho, melancólico e sofredor. Aquele jeito que ela me olhava depois que meu pai morreu. Não esperava que eu recebesse a notícia daquela forma. Na verdade nem eu esperava, estava surpreso por ter ficado tão nervoso e com tanta raiva disso tudo. Momentos depois de ela sair eu ainda estava sentado na cama, parecia que a dor de cabeça persistente e chata, tinha se tornado dez vezes pior. Fiquei com medo do que o psicólogo podia dizer sobre mim. Mas vamos ser honestos, minha reação foi a de uma criança teimosa.&lt;br /&gt;     Não me mexi por um longo tempo, pensando que a qualquer momento eu ia acordar daquele pesadelo e ouvir meu pai me chamando para levantar pela décima vez. Eu ia sair da cama e seguir pelo corredor até nossa sala de jantar e ver minha mãe de camisola, zangada por que meu pai tinha chegado tarde durante a noite...&lt;br /&gt;     Por uma fração de segundo eu desejei que tudo fosse um pesadelo e quanto mais eu pensava nisso, mais desesperado eu ficava. A raiva foi se apossando de mim aos poucos e eu precisava me controlar. Liguei o som bem alto, era capaz de ficar surdo depois, mas e daí?&lt;br /&gt;     Já estava escuro lá fora quando olhei pela janela. Meu programa de TV favorito começava em alguns minutos, mas eu não queria mesmo descer e ter que olhara para minha mãe chorando. Ela fazia isso, sempre que a gente tinha uma briga feia, ela chorava, normal você deve estar pensando. Mas não era, quer dizer foi um dia. No começo era de verdade, ela chorava por causa da briga, mas depois virou chantagem emocional. A última coisa que eu queria era concordar em ir no psicólogo por culpa, até por que, se assim fosse, não estaria me ajudando nem um pouquinho e esse era o objetivo principal, não é? Mas vamos falar a verdade. Eu não quis concordar por dois motivos, primeiro, que eu odiava mesmo ficar numa sala a portas fechadas, sentado de frente para um pessoa que queria que eu falasse da minha dor, da minha vida, das minhas gatas, não rolava. Com a psicóloga eu ficava calado, olhando para as paredes por uma hora inteira. Segundo motivo, eu era teimoso e não daria o braço a torcer para ela.&lt;br /&gt;     Naquele momento, em que as lembranças vinham em ondas e minha imaginação me pregava peças, fazendo com que eu idealizasse como seria se meu pai ainda estivesse vivo, eu soltei uns bons palavrões. Estava me odiando por estar pensando naquilo tudo, eu sabia que Ra impossível então tinha vontade de me punir sempre que me torturava daquela forma. Comecei a sentir uma angústia e o formigamento nas pernas. Era típico, eu sabia, então senti vontade de fazer uma coisa, que não fazia há um tempo. Eu olhei para o meu pulso, onde tinham algumas marcas muito fracas e rosadas, cicatrizes das vezes que precisei me acalmar. Sentei-me muito rápido, muito zangado e vi os cadernos da Vanessa amontoados no canto. Num impulso de ira, peguei-os e os atirei na parede com fúria. Foi então que vi as canetas que estavam em baixo dos cadernos. Era como se o destino conspirasse contra mim. Peguei uma caneta, a vontade ficando cada vez mais forte, eu fiquei olhando para a caneta na minha mão por um instante, decidindo. Mas eu precisava dormir e antes mesmo dela tocar no meu braço, eu já estava me deliciando com a sensação. &lt;br /&gt;     Comecei a fazer um pequeno risco no braço que não estava na tipóia. Um risco forte, um por cima do outro. Começou a arder e logo a doer, cada vez infligia com mais força. A dor foi me livrando da tensão dos músculos e uma estranha euforia foi tomando conta no lugar da raiva. A caneta não servia muito, era improvisado, o bico pintava o ferimento e deslizava na pele. Apossei-me da minha gilete e a fiz deslizar no braço lentamente para que eu pudesse curtir bem a sensação que dava. Só parei quando a primeira gota de sangue surgiu. Eu adorava ver sangue. &lt;br /&gt;     Acho que depois dormi bem. &lt;br /&gt;     Quando era mais novo, eu tinha tendências masoquistas. Foi difícil deixar isso para traz. Mas acredite se quiser infligir dor a mim mesmo, me fazia relaxar de uma forma inacreditável. Acho que só sexo era melhor do que aquilo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1953453570324682021-8924579024699837738?l=diarrary.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarrary.blogspot.com/feeds/8924579024699837738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diarrary.blogspot.com/2010/08/9-vicio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1953453570324682021/posts/default/8924579024699837738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1953453570324682021/posts/default/8924579024699837738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarrary.blogspot.com/2010/08/9-vicio.html' title='9 - Vício'/><author><name>ilona</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685143263851690977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_632yj7VPxzA/S7DDkMTWCDI/AAAAAAAAAME/SH6wfaECiSU/S220/www.MessenTools.com-1734-176Shadow.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1953453570324682021.post-1565953309899133902</id><published>2010-06-24T10:37:00.000-04:00</published><updated>2010-06-24T10:37:04.069-04:00</updated><title type='text'>7 - O Hospital</title><content type='html'>A festa estava bombando, parecia que a cidade toda tinha aparecido para dar oi. Eu não estava mais a fim de dançar e muito menos de topar no cara da camisa colada. Tifane estava lá por aquele bolo de gente e eu não ia ficar atrás dela como um cachorrinho adestrado. Claro que teria sido ótimo se tivesse uma gatinha, quem sabe eu não ficava com alguém. Mas achei melhor não arriscar, não fui a caça. Fiquei quieto, sentado na frente da casa, escorado no muro e eu estava ficando tonto já, tinha misturado cerveja, vinho e outras coisas. Estava bem escuro ali, quem passava a dois metros de mim saindo ou entrando pelo portão quase não me via. Achei melhor assim, não arrumava confusão, mas a confusão me achou. &lt;br /&gt;     A encrenca que me meti tinha nome, Tifane.&lt;br /&gt;     -Achei você! O que tá fazendo aqui no escuro?&lt;br /&gt;     -Curtindo a noite.&lt;br /&gt;     -Anda vem dançar comigo, agora já chegou todo mundo e eu quero que eles vejam você.&lt;br /&gt;     -Hum... não, valeu mas eu vou ficar aqui, daqui a pouco eu vou embora mesmo.&lt;br /&gt;     -Ah fala sério Caio, você não pode ir ainda. A festa tá só começando.&lt;br /&gt;     Ela tentou me puxar pela mão, mas eu não ia sair dali.&lt;br /&gt;     -Não, Tifane sério. &lt;br /&gt;     Ela fazia o tipo teimoso e era mimada, as coisas tinham que ser do jeito dela, as pessoas não podiam dizer não para ela. Mas ela disfarçava isso sendo simpática e divertida. Mas eu não ia agradar ela. Não queria mesmo voltar para aquele amontoado de gente e muito menos dançar.&lt;br /&gt;     Ela ainda colocou pé firme.&lt;br /&gt;     -Só aio daqui se você for comigo para lá.&lt;br /&gt;     -Então vai perder tua festa.&lt;br /&gt;     Eu estava rindo por dentro do comportamento infantil da garota. Ela me puxou e me fez levantar, mas eu estava tonto da bebida e ela também já tinha tomado umas. Escorei-me no muro, e ela desequilibrou do salto agulha e ia caindo para o lado e eu a agarrei pela cintura, mas não tinha como a segurar ela. Nós dois começamos a rir abraçados e fomos caindo, acabei sentado no chão com as pernas dela por cima das minhas e ela deitada, ela estava bêbada eu acho.&lt;br /&gt;     Ela só ficava sorrindo. A gente se sentou direito e ela começou a fumar. Achava feio ver ela daquela forma. &lt;br /&gt;     -Você disse que a turma viria, ainda não vi ninguém da escola.&lt;br /&gt;     Ela riu mais ainda, estava descontrolada eu acho.&lt;br /&gt;     -Não, eu disse que convidaria a turma, mas já vi uns idiotas por aí. A Carol e a Vivi tão aí - Puxou mais um trago e sorriu com maldade.&lt;br /&gt;     -Elas são grudadas em ti, claro que estariam aqui, mulher só anda em bando. Você não devia fumar sabia?&lt;br /&gt;     -E por que não? - ela debochou.&lt;br /&gt;     -Seus pais não se importam? Com tudo?&lt;br /&gt;     Ela caiu na gargalhada.&lt;br /&gt;     -Eles não tão aí! Mas enchem o saco se quer mesmo saber, minha mãe é um porre, pior do que ressaca.&lt;br /&gt;     Eu sabia que não era um exemplo de filho, mas aquilo foi demais até para mim. Era da mãe dela que ela estava falando. &lt;br /&gt;     Ela puxou mais uma tragada e foi quando eu peguei o cigarro dela e eu puxei uma tragada.&lt;br /&gt;     -Ah, o Tiago disse que ia aparecer aí, ele sempre vem tarde, já deve tá chegando.&lt;br /&gt;     -E eu com isso? - comecei a ficar irritado com a infantilidade dela.&lt;br /&gt;     -Ué... tava reclamando que ia ficar sem ver aqueles babacas hoje.&lt;br /&gt;     Eu tive que olhar para ela nessa hora. Ela tinha um jeito debochado de falar, que me tirava do sério. Puxei um trago do cigarro, só assim para aturar a Tifane bêbada.&lt;br /&gt;     -Ué, você não tava dizendo não sei o que para mim do cigarro.&lt;br /&gt;     Eu a encarei. Implicante, e tive a coragem de ser sarcástico com ela.&lt;br /&gt;     -É, tava, você não deve fumar... mas eu não sou você – puxei mais uma tragada.&lt;br /&gt;     Bebi um pouco da cerveja que estava na minha mão. Ela tentou pegar, mas eu não deixei. Até me levantei, tudo para irritar ela. Estava com raiva da porcaria da festa, estava com raiva dela, da forma como ela falou da mãe dela e daquele jeito mimado da garota. Eu tava meio tonto e fui me escorar no muro bem atrás dela. Tifane veio atrás, queria de qualquer jeito o cigarro ou a minha cerveja. Eu esticava os braços para manter longe das mãos dela e dava certo. Ela ficou encostada em mim, rindo a valer, bêbada e tentando alcançar minhas mãos. Eu admito que foi divertido. Afinal não é sempre que uma garota linda, com um vestido curto ficava agarrada em mim. Sei que ela estava bêbada, mas e daí. Mas aí ela desistiu e puxei mais um trago do cigarro. Foi quando ela me encarou e me tascou o beijo na boca.&lt;br /&gt;     Aquilo sim foi um beijo de verdade. Beijo de língua. e bebida. Ela me atacou essa era verdade e eu claro, não reagi, quer dizer não a fugi dela, deixei rolar. Eu estava a fim de ficar com uma gata da festa mesmo. &lt;br /&gt;     Quando entrei na faculdade, conheci muitas jovens da minha idade que eram meio malucas e algumas eram até perigosas. Eram mulheres, e as que não eram se tornariam em pouco tempo. Uso o termo mulher não no sentido de sexo, mas sim de auto-aceitação. Elas eram jovens que se reconheciam e se comportavam como mulheres adultas. Mas, Tifane com 15 anos, tinha muito mais maldade do que uma “jovem-mulher” universitária. Aquele beijo foi revelador, tinha gosto de nicotina e bebida, era amargo e ela tinha jeito de mulher. O que mais eu podia querer?&lt;br /&gt;    Acabei entrando na onda, agarrei-a de verdade, com minha pegada, com vontade. Mas, como nem tudo na vida são flores, um cara veio e puxou Tifane pelo braço. Ela se afastou de mim uns passos, com um riso amarelo.&lt;br /&gt;     Bem na minha frente, Tiago me encarava com ódio.&lt;br /&gt;     -Qual é cara?! Tá doido?! Perdeu a noção do perigo?!&lt;br /&gt;     Ele estava furioso. Claro que era por que ele viu a gente se beijando, o que queria dizer que estava com ciúme. Logo cheguei numa conclusão óbvia.&lt;br /&gt;     -Tu tá ferrado cara!&lt;br /&gt;     Ele tinha me agarrado pela camisa. A minha linda camiseta preta. &lt;br /&gt;     -Para Tiago, deixa de ser idiota larga ele! - ela ainda tentou.&lt;br /&gt;     -Sai fora Tifane, isso é entre eu e o franguinho!&lt;br /&gt;     -Mas que droga Tiago! Pra que isso, a gente não tá mais junto, dá para entender isso de uma vez por todas?! Acabou cara!&lt;br /&gt;     -E foi por causa dele! Foi só ele chegar e você se assanhou toda, feito uma oferecida!&lt;br /&gt;     -Ah qual é fala sério cara, não sabia que vocês tavam juntos!- eu falei.&lt;br /&gt;     -CALABOCA OTÁRIO! &lt;br /&gt;     Ele me deu o maior soco n boca, doeu muito, fazia tempo que eu não via meu próprio sangue. Ele partiu para cima. Derrubou-me no chão e me encheu de ponta pés. Eu podia ouvir a Tifane gritando, chamando o pessoal da festa. Quando, o seguraram, eu estava quebrado, todo dolorido, mas não tinha perdido a raiva, talvez o juízo. Levantei-me e parti para cima dele. Acertei uns socos eu acho.&lt;br /&gt;     Foi quando o cara da camisa vermelha colada apareceu e tirou ele de cima de mim. Mas mesmo assim eu não parava de gritar, segurava meu braço esquerdo. Eu rolei no chão de dor.      &lt;br /&gt;     Todos ficaram calados, ouvindo meus gritos. Tifane estava apavorada, mas não por mim, sim por ela. Tiago foi parando de tentar me bater e ficou me olhando um tempo, curtindo bem o momento. Tinha prazer na cena que via, ele cuspiu em mim, a segurou pelo braço e arrastou com ele.     &lt;br /&gt;     Bem, pra adiantar o resultado, um cara que estava de carro me levou até o hospital e soltou lá, não entrou comigo é claro, eram todos menores de idade e os que eram maiores estavam envolvidos com drogas. Ninguém queria se encrencar. &lt;br /&gt;     Tifane tinha ficado tão assustada que entrou em casa e não a vi mais naquela noite. Bem, no hospital, claro que chamaram minha mãe. E a bronca foi inesquecível, essa festa teve resultado desastrosos para mim.&lt;br /&gt;     Quando finalmente imobilizaram meu braço, não me deram nada para aliviar a dor que eu estava sentindo. Não podiam misturar o remédio com a bebida. Fiquei com aquela dor fora de sério. Quando vi minha mãe, não sei o que mais me surpreendeu, se foi o jeito que ela me olhava ou o cara que estava com ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1953453570324682021-1565953309899133902?l=diarrary.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarrary.blogspot.com/feeds/1565953309899133902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diarrary.blogspot.com/2010/06/7-o-hospital.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1953453570324682021/posts/default/1565953309899133902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1953453570324682021/posts/default/1565953309899133902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarrary.blogspot.com/2010/06/7-o-hospital.html' title='7 - O Hospital'/><author><name>ilona</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685143263851690977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_632yj7VPxzA/S7DDkMTWCDI/AAAAAAAAAME/SH6wfaECiSU/S220/www.MessenTools.com-1734-176Shadow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1953453570324682021.post-7070026642452521083</id><published>2010-04-13T10:00:00.003-04:00</published><updated>2010-04-13T10:00:46.045-04:00</updated><title type='text'>5 - Tifane</title><content type='html'>A festa de sábado à noite ficou na minha lembrança. Hoje, já sou adulto, acho engraçado as encrencas que me metia quando tinha 15 anos. Mas quando estava no hospital na madrugada de sábado para domingo daquele fim de semana, não estava sorrindo.&lt;br /&gt;      Ela tinha razão, não foi difícil de encontrar a casa dela. Claro que a música alta ajudou, mas o fator decisivo foi a movimentação. Tinha carros parados pela rua, outros passavam lentamente em frente a casa com o som ligado, competindo com a música alta da casa, fazendo uma barulheira fenomenal. Circulavam muitas pessoas pela rua e a maioria ia para a festa da Tifane. Garotas muito bonitas, quase todas com um jeans justo exibiam suas barriguinhas e me vejo obrigado a dizer, nem todas estavam em sua perfeita forma, mas eram lindas, garotas espetaculares, mas apenas garotas. Me perguntei se só haveriam meninas lá, um ou outro cara aparecia abraçado na cintura de uma delas ali por fora. Mas quando entrei tirei minha dúvida. &lt;br /&gt;     O portão grande estava aberto para os convidados. Assim que passei por ele, dei de cara com uma turma que vinha saindo, quase esbarrando num dos caras. Ele me olhou dos pés à cabeça. Eu também não disse nada. Fui entrando para a varanda onde seria o centro da festa.&lt;br /&gt;     Tinha um pessoal dançando, os caras estavam todos concentrados ali. Muitos já estavam bebendo, mas nada de extraordinário, a festa só estava começando. Olhei em volta, não reconhecia ninguém. Comecei a duvidar que tinha entrado na festa certa. Mas Tifane me abordou por trás nessa hora. Veio me abraçando pela cintura.&lt;br /&gt;     -Oi gatinho, achei que não vinha mais – ele disse no meu ouvido.&lt;br /&gt;     Me virei e vi como ela estava gata, um vestido muito curto e coladinho no corpo, preto com umas coisas brilhosas e prateadas. Maquiagem forte e um sorriso muito largo no rosto.&lt;br /&gt;     -Também achei. Cadê o pessoal da turma?&lt;br /&gt;     -O que? &lt;br /&gt;     A música estava tão alta que eu mal podia ouvir meus pensamentos.&lt;br /&gt;     -Nada, esquece.&lt;br /&gt;     Ela me puxou por ente as pessoas que dançavam, levei umas cotoveladas e acabei me soltando dela, até chegar do outro lado da varanda estava com as costelas dolorida. A porta da cozinha aberta, e foi onde ela apareceu.&lt;br /&gt;     -Vem aqui, entra – e sumiu de novo lá dentro.&lt;br /&gt;     Assim que entrei, tive que reconhecer, a casa dela lembrava um pouco a minha, que eu morava antes do meu pai morrer. A semelhança, estava no luxo camuflado, meu pais chamava de hipocrisia. Nós tínhamos dinheiro, mas escondíamos meio que sem intenção na decoração e mobília da antiga casa. O mesmo ocorria ali, na cozinha da Tifane. O luxo estava subtendido em cada  balcão de mármore, e no fogão elétrico, e também na geladeira prateada com gelo e água na porta. &lt;br /&gt;     -Seus pais não disseram nada por você vir?&lt;br /&gt;     Ela deu um gole de uma lata de cerveja e depois me deu. Achei que não combinava com um a garota tão bonita. Sempre tive uma pé atrás com as garotas que bebem, mas depende muito do quanto bebem.&lt;br /&gt;     -Você bebe?&lt;br /&gt;     Ela riu alto e pegou uma outra lata para ela.&lt;br /&gt;     -Fala sério Caio! É claro, você não? &lt;br /&gt;     Eu bebia sim, mas não gostava tirar onda com isso, por que não via motivo para isso. Experimentei a bebida pela primeira vez com 12 anos, e quando tive a primeira transa aos 14 anos, eu estava bebendo mas era difícil. Não podia facilitar para minha mãe. Meu pai nunca estava muito presente para ver essas coisas, mas minha mãe ficava um fera, então bebia raramente e só por diversão, para tirar onda com meus amigos que não bebiam. Eramos um bando de pirralhos metidos a gente grande. Mas depois que meu pai morreu, fiquei bêbado algumas vezes, a maioria não por que estava mais fechado para a diversão e não via mais vantagem alguma nisso com relação aos outros da minha idade. &lt;br /&gt;     De certa forma, a morte dele me fez amadurecer um pouco. Claro que continuava sendo um adolescente irresponsável que fazia idiotices, mas tinha crescido um pouco por dentro depois de tanta dor. Acho que esse crescimento mínimo foi que me fez ver como ela estava sendo criança. &lt;br /&gt;     Nem respondi, só comecei  beber.&lt;br /&gt;     Nós dançamos bastante. Modéstia a parte, quando era adolescente vivia indo a festas com amigos, dançava bem. Mas para falar a verdade, eu não estava cem por cento ali, não conhecia ninguém, os caras me encaravam de mais, acho que por causa do meu visual rock. O pessoal ali parecia mais chegado em funk, samba, pagode ou forró. Mas apesar de não estar muito a vontade, eu achei achei que estava tudo bem. Mas claro que em enganei, pena que só vi isso quando já era um cara veio pegar ela para dançar. &lt;br /&gt;     -Tá gatona hoje hein mina! - ele viu falando assim.&lt;br /&gt;     Ela riu, parecia delicada como uma flor.&lt;br /&gt;     -Valeu cara, e cadê a gata? Veio? &lt;br /&gt;     -Veio, tá por aí com umas amigas. E aí, quem é o cara?&lt;br /&gt;     Ele me olhou feio nessa hora. Um cara alto, bombado, com uma camisa vermelha colada, jeans e tênis.&lt;br /&gt;     -Um cara da escola, Caio, o novato. &lt;br /&gt;     Odiei ela por dizer aquilo. Se rotulado de novato na escola já era peso o suficiente. O título não inspira os outros a te conhecerem melhor.&lt;br /&gt;     -E aí maluco!&lt;br /&gt;     Acenei para ele com a cabeça. Claro que eu não imaginava que mais tarde ele e um outro iriam me dar surra.&lt;br /&gt;     -Caio, esse é um amigo meu da praça. &lt;br /&gt;     Ele puxou ela para dançar e ficou por isso. Fui para a frente da casa, fiquei escorado no muro, bebendo e pensando em como fui parar ali. O que eu tinha ido fazer naquele lugar, com aquelas pessoas. Ninguém da turma estava ali. Pesava se ela tinha mentido ou se ninguém foi por que não quis mesmo. Isso também era irrelevante, o fato era que eu estava numa festa, sem conhecer ninguém além de uma garota doida e convencida que tinha uns amigos barra pesada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1953453570324682021-7070026642452521083?l=diarrary.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarrary.blogspot.com/feeds/7070026642452521083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diarrary.blogspot.com/2010/04/5-tifane.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1953453570324682021/posts/default/7070026642452521083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1953453570324682021/posts/default/7070026642452521083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarrary.blogspot.com/2010/04/5-tifane.html' title='5 - Tifane'/><author><name>ilona</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685143263851690977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_632yj7VPxzA/S7DDkMTWCDI/AAAAAAAAAME/SH6wfaECiSU/S220/www.MessenTools.com-1734-176Shadow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1953453570324682021.post-7688354241250499730</id><published>2010-04-09T09:40:00.000-04:00</published><updated>2010-04-09T09:40:16.131-04:00</updated><title type='text'>4 - O convite</title><content type='html'>A mochila da Vanessa passou o fim semana todo pendurada na cabeceira da minha cama. Não achei certo jogar ela em baixo da cama junto com a minha. Não era muito estudioso e isso me intriga até hoje. Fui despertar pelo simples prazer da leitura depois dos 20 anos de idade e veja hoje, sou jornalista formado e de coração, mas é uma historia para outro dia.&lt;br /&gt;     Naquele fim de semana vivi uma experiência que foi motivo de grande remorso depois de alguns anos. Acredito que talvez aquela tenha vindo a ser a atitude mais idiota de toda a minha vida. Mas vamos do começo.&lt;br /&gt;     A confusão do fim de semana começou na sexta à noite, depois que eu recebi uma ligação inesperada. Entenda que eu não tinha passado meu número para ninguém. &lt;br /&gt;     Eu estava assistindo televisão na sala, junto com minha mãe quando meu celular começo a tocar. Peguei ele do bolso, mas não reconheci o número.&lt;br /&gt;     -Oi, fala aí.&lt;br /&gt;     -Oi Caio, Liguei para te contar uma super novidade!&lt;br /&gt;     Era voz de mulher, e ela devia estar muito contente pelo tom.&lt;br /&gt;     -Ah...sério?&lt;br /&gt;     Fiz uma esforço, mas apesar da voz ser familiar não reconheci.&lt;br /&gt;     -Sério, muito sério mesmo! Mas conta, como você está?&lt;br /&gt;     Eu tentei reconhecer a sorriso que eu escutava na linha.&lt;br /&gt;     -Acho que bem, quem tá falando?&lt;br /&gt;     Ela sorriu de novo.&lt;br /&gt;     -É a Tifane, da escola. &lt;br /&gt;     -Ah tá, desculpa aí. Como é que tá? &lt;br /&gt;     Ela riu de novo.&lt;br /&gt;     -Bem, eu liguei para te convidar para minha festa da aniversário. A turma toda vai estar lá e eu não queria não queria deixar ninguém de fora. &lt;br /&gt;     Fiquei muito surpreso com isso.&lt;br /&gt;     -Ah, valeu, mas eu...&lt;br /&gt;     -Não aceito não como resposta, faço questão da sua presença, Amanhã,21:00hs na minha casa. Rua Alcides Lima, 127 perto da Praça mané Garrincha. Você vai encontrar a casa, é fácil. Você vem né?&lt;br /&gt;     -Ah...bem, eu tinha outros planos...hum...tá bom, combinado. 127 né?&lt;br /&gt;     -Isso... vem mesmo hein, Você não vai se arrepender.&lt;br /&gt;     Ela sorriu e desligou. &lt;br /&gt;     Confesso que o tom de voz, tão macio que ela usou para dizer a última frase me fez imaginar coisas. Me fez sorrir, eu tinha ganhado uma coisa interessante e divertida para fazer sábado à noite, por que não ir? &lt;br /&gt;     Claro que minha mãe não ia deixar por menos. Ela ouviu tudo mesmo.&lt;br /&gt;     -Vai aonde uma hora dessas?&lt;br /&gt;     -Lugar nenhum. Amanhã à noite tem uma festa e me convidaram.&lt;br /&gt;     -Hum...uma festa? E você vai né?&lt;br /&gt;     -Sei lá, na hora eu decido.&lt;br /&gt;     Independente da minha vontade e decisão ela tinha gostado muito mais da idéia do que eu mesmo.&lt;br /&gt;     -Você vai sim senhor seu Caio! Essa é mais uma chance de você fazer novos amigos.&lt;br /&gt;     Me levantei, emburrado.&lt;br /&gt;     -Eu não precisaria fazer novos amigos se a gente não tivesse vindo para esse fim de mundo. Eu tava muito bem com os antigo tá.&lt;br /&gt;     Fui para meu quarto. &lt;br /&gt;     Ficava sentido com algumas coisas que ela falava, sabia que ela só estava tentado ajudar. Mas certos assuntos ainda eram muito doloridos para mim e me deixavam irritado.&lt;br /&gt;     Incrível como os adolescente sempre acham argumentos supostamente justos para justificar seus atos, especialmente os que machucam o próximo.&lt;br /&gt;     Sábado minha mãe saiu logo de manhã com a Leandra, a tal amiga dela que mencionei antes. Aproveitei que estava sozinho em casa e abri a mochila da Vanessa. Admito minha curiosidade incontrolada. Na verdade tive dois relacionamentos que acabaram por isso, minhas ex, acharam que eu era super ciumento, mas era só curiosidade mesmo. Talvez afinal eu não devesse mexer nas coisas dela, mas ela nunca saberia não é mesmo?&lt;br /&gt;     Não tinha nada de anormal lá. Foi o que me pareceu a primeira vista: caderno; dois livros que eu também tinha(material didático); Um caderno de desenho; canetas e lápis e um livro emprestado da biblioteca da escola. Mas como naquele tempo eu não era muito chegado a leitura, deixei tudo num canto, em cima da cama mesmo.&lt;br /&gt;     A noite chegou logo e eu já tinha decidido ir na festa. Se não estivesse bom eu ficava só dez minutos e esticava na praça lá perto. Esse era o plano. O problema é que nem, sempre as coisas saem conforme planejamos.&lt;br /&gt;     Depois de todos os conselhos que as mães sempre dão quando acham que somos capazes de atrocidades em dez minutos sem supervisão, dei um beijo nela e sai. A noite estava bem movimentada. Atravessar a AV. Mario Homem de Melo foi uma prova de paciência. Mas como ela mesma disse não foi difícil de encontrar a casa certa. A música muito alta ajudou, deu para ouvir ainda na avenida. &lt;br /&gt;     As coisas tinha tudo para dar certo, eu tinha caprichado na produção, jeans escuro com a inseparáveis correntes, tênis, camisa preta é claro, ela não podia faltar. Perfume novo, cabelo arrepiado e claro minha pulseira rock n'roll. Estava pronto para curtir num balada e quem sabe até ficar om uma gatinha. O que poderia dar errado?&lt;br /&gt;    Agora pense comigo: uma centena de jovens soltos numa casa, com bebida, música alta, nenhum responsável. &lt;br /&gt;    O resultado disso: Um arranhão na testa, muita dor nas costas, uma luxação no braço. Uma bronca da minha mãe por estar quase bêbado e cheirando a cigarro.&lt;br /&gt;    O que tenho a dizer sobre isso? CULPADO DE TODAS AS ACUSAÇÕES.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1953453570324682021-7688354241250499730?l=diarrary.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarrary.blogspot.com/feeds/7688354241250499730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diarrary.blogspot.com/2010/04/4-o-convite.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1953453570324682021/posts/default/7688354241250499730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1953453570324682021/posts/default/7688354241250499730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarrary.blogspot.com/2010/04/4-o-convite.html' title='4 - O convite'/><author><name>ilona</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685143263851690977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_632yj7VPxzA/S7DDkMTWCDI/AAAAAAAAAME/SH6wfaECiSU/S220/www.MessenTools.com-1734-176Shadow.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1953453570324682021.post-3039939775548882047</id><published>2010-03-12T16:00:00.001-04:00</published><updated>2010-03-12T16:00:33.644-04:00</updated><title type='text'>3 - Biblioteca Mal Assombrada</title><content type='html'>&lt;meta http-equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;  	&lt;title&gt;&lt;/title&gt;  	&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 2.4  (Linux)"&gt;  	&lt;style type="text/css"&gt;  	&lt;!--  		@page { margin: 2cm }  		P { margin-bottom: 0.21cm }  	--&gt;  	&lt;/style&gt;    &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;     &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;A  segunda bizarrice foi uns dia depois do episódio da cadeira  possuída. Já tinha mais ou menos um mês que eu estava naquela  escola e naquele dia eu estava um pouco para baixo. A tristeza me  apunhalou logo cedo, durante o café da manhã. O tele fone tocou e  minha mãe tava ocupada e aí eu fui atender claro. Não era nada  importante, era só aquele amiga da minha mãe querendo falar com  ela. O que me deixou triste foi ver o retrato do meu pai bem do lado  do telefone. Minha mãe devia ter colocado lá bem cedo. De repente o  dia pareceu perder a graça e quase nem fui para a escola. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;Eu  não tava muito afim de conversa naquele dia. Não queria brincar de  arquiinimigo com Tiago nem fazer de conta que gostava da Tifane.  Queria ficar só, no meu cantinho, sem muita conversa com ninguém.  Por mais aborto em meus problemas que eu estivesse não tinha como  não notar a falta dela. Quando cheguei na sala, Vanessa não estava.  Foi estranho ver a cadeira dela vazia e por  mais estranho que me  pareceu na hora, aquilo só me deixou mais triste, meio desamparado.  Eu sei o que você deve estar pensando, admito que agente nem se  falava direito, mas naquela época eu já gostava dela, só que ainda  não sabia. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;Fiquei  quieto no meu canto, sem nem ligar para os olhares do Tiago, só  fiquei imaginando o que teria acontecido. Para minha surpresa,  Vanessa entrou para a segunda aula. Eu fiquei até contente por  vê-la, mas além disso, fiquei muito espantado com isso. Acredite  leitor(a), Vanessa não era o tipo de chegar atrasada, aquilo podia  ser acontecimento da semana. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;Mas  ela estava estranha, quer dizer, mais estranha do que de costume.  Estava nervosa, preocupada, vi de longe que tinha acontecido alguma  coisa. Eu até quis ir falar com ela, mas era de história. O  professor era muito exigente, era todo mundo olhando para ele ou  -5pts no comportamento. Os alunos até tinha uma piadinha para isso.  Diziam que ele foi uma criança com complexo de atenção.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;        &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;Eu  tive certeza que alguma coisa estava errada quando o professor  descontou uns bons pontos da nota da vanessa. Eu ia conversar com  ela, estava curioso para saber o que tinha acontecido, mas no  intervalo ela sumiu, O sinal mal tocou e ala saiu pela porta e  desapareceu de vista. Eu ainda fui comer um salgado na lanchonete,  tava apar morrer de fome, com o que houve em casa sai sem nem comer  direito.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;Não  sei por onde Vanessa andou, mas ela conseguiu chegar atrasada para  terceira aula também. Sempre calada, parecia mais calma agora, mas  ainda estava preocupada. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;A  ansiedade foi tomando conta de mim e quando o sinal da saída tocou  eu não estava com pressa de voltar para casa. Minha mãe ia perceber  na hora que eu estava para baixo e ia ficar diferente comigo. Eu não  gostava quando ela me tratava diferente e nem quando alguém sabia o  que eu estava sentindo, muito menos ela. Queria enrolar um tempo pela  escola e ia aproveitar para falar com a Vanessa. Mas quando me dei  conta ela tinha sumido de novo. Achei até que já tinha ido embora.  Acho que por isso me espantei quando cheguei na biblioteca e a vi lá.  Estava sentada num mesa afastada, folheando um livro, ela me viu mas  não deu a mínima. Eu peguei um livro qualquer. Detestava ler, só  tinha entrado na biblioteca por que vi que ainda estava aberta e não  tava afim de ir direto para casa. Nem me sentei, nem sentei, fiquei  em pé, perto de onde eu tinha pegado o livro e dei uma olhada. Era  um amontoado de letras, nem me liguei do que falava. Notei que ainda  tinha alguns alunos por ali, mas não vi que Tiago era um deles. Teve  uma hora que não aguentei mais e fui falar com ela. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Oi,  posso me sentar?&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;Ela  me olhou e ficou muda, com um jeito sério.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Pode,  claro, eu já estava saindo. Vou deixar você...&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;Ela  foi colocando os cadernos na mochila.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Mas  se eu queria justamente falar com você – nem sei com tive coragem  de dizer aquilo.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;Ela  ficou indecisa, senti que ela, assim como eu, queria ficar só. Até  me senti me senti meio estranho falando com ela. Ela se sentou de  novo.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Pode  falar.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Achei  que você estava triste hoje – comecei.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Impressão  sua – ela ensaiou um sorriso amarelo.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;Não  sei como, mas subitamente me senti menos infeliz.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-A  garota nota 10 da sala, perdeu a aula da matemática, perdeu pontos  em história por falta de atenção e se atrasou para a terceira aula  – falei meio que brincado.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;Ela  sorriu de verdade dessa vez. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-É  olhando por esse ponto de vista...parece mesmo que tem alguma coisa  errada com ela.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-É,  com certeza, ela...tipo, apareceu hoje um pouco preocupada sabe? Você  não viu?&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Não,  eu estava distraída e como ela está?&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;Agente  estava até brincando. Ela nem parecia tão triste como eu achei que  estava. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Falando  sério, de verdade. O que aconteceu? - insisti.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Ah,  nada não – ela falou sem convicção.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Sério?  Nada mesmo?&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;         &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;Como  eu insisti, ela abaixou a cabeça e parou de sorrir. Até achei que  ia começar a chorar, ficou tão frágil de repente. Tive vontade de  abraçar ela. De dizer que eu entendia tudo que ela estava passando,  mas só que eu não sabia. A minha dor era diferente da dela. Eu  tinha perdido meu pai não ela. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;        &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Pode  falar, eu vou ouvir tudo, se quiser posso até ajudar.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;        &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Não,  não pode – ela sussurrou.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;Eu  nem podia imaginar o que tava acontecendo e até me espantei com  isso. Mas o susto maior veio depois disso. A garota frágil que  estava na minha frente de repente pulou da cadeira. Me olhou furiosa.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-O  que foi? - perguntei meio rindo do pulo dela.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Isso  não tem graça seu idiota!&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-O  que? &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Você  passou a mão na minha perna! Eu devia bater em você até você cair  duro no chão!!!!&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;        &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;ela  me olhava de um jeito assassino. Claro que eu não sabia do que ela  estava falando, até me assustei com a acusação. Faltar com  respeito com uma mulher foi uma coisa que eu nunca fiz.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Eu?  ! Que isso! Fala sério garota!!!&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Eu  senti você passar a mão na minha perna por debaixo da mesa! Babaca,  imbecil!!!&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Sai  daí , para com isso!! Olha a largura dessa mesa! Nem se meu braço  fosse de borracha e depois mesmo se desse eu nunca faria isso.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;Ela  pareceu  me ouvir, eu tinha bons argumentos e era verdade. Ela fechou  os olhos furiosa, só um segundo, concentrada. Abriu eles em tempo de  ver Tiago saindo de debaixo da mesa lá na ponta, do outro lado da  biblioteca. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Tiago  seu...cretino!!!!!!!&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Que?  Tá doida esquisita?! - ele tinha um riso cínico na cara que não  negava a culpa.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;        &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;Vanessa  não estava apara brincadeira. Eu vi ela fechar as mãos com força,  bem apertado, sem tirar os olhos dele. De repente a luz foi ficando  muito forte, e os ventiladores mais rápidos, e ela sempre com aquele  olhar assassino no rosto. Então alguns livros foram caindo do alto  da prateleira e acertaram Tiago. Ela ainda deu alguns passos, mas do  nada parou e vanessa foi até ele. Eu já estava em pé a essa  altura, mas não podia fazer nada. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;Ela  o encarou bem de perto.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Nunca  mais toque em mim.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;Ela  foi saindo, muito zangada.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;        &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Vanessa,  calma. Agente tava conversando e... - eu tentei ajudar.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;        &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;Ela  se virou para mim com raiva.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;-Como  se você se importasse! - e foi embora.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;Assim  que ela bateu a porta Tiago desabou no chão, rindo, acho que  debochava da ameaça dela. Mas também parecia preocupado com o que  acabava de acontecer. A verdade é que ele ainda estava com os  joelhos travados, não conseguia dobrar as pernas. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;"&gt;       &lt;font face="Nimbus Roman No9 L, serif"&gt;&lt;font style="font-size: 11pt;" size="2"&gt;Vanessa  saiu tão zangada que esqueceu até mochila dela em cima da mesa.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;   		 	   		  &lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;Acesse todas as suas contas de e-mail num único login dentro do Hotmail. &lt;a href='http://www.windowslive.com.br/public/tip.aspx/view/16?product=1&amp;ocid=HotmailPlan:WindowsLive:Hotmail:Tagline:1x1:DicasWL' target='_new'&gt;Veja como.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1953453570324682021-3039939775548882047?l=diarrary.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarrary.blogspot.com/feeds/3039939775548882047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diarrary.blogspot.com/2010/03/3-biblioteca-mal-assombrada.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1953453570324682021/posts/default/3039939775548882047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1953453570324682021/posts/default/3039939775548882047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarrary.blogspot.com/2010/03/3-biblioteca-mal-assombrada.html' title='3 - Biblioteca Mal Assombrada'/><author><name>ilona</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685143263851690977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_632yj7VPxzA/S7DDkMTWCDI/AAAAAAAAAME/SH6wfaECiSU/S220/www.MessenTools.com-1734-176Shadow.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1953453570324682021.post-637355728493624066</id><published>2010-03-01T10:24:00.000-04:00</published><updated>2010-03-02T09:52:46.634-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='we'/><title type='text'>2 - VANESSA</title><content type='html'>Minha mãe tinha uma amiga que morava há cinco anos em Boa Vista. Essa mulher nos ajudou a acertar alguns detalhes da mudança, como por exemplo, uma escola para que eu não ficasse desocupado. Nem tive tempo de desencaixotar todas as minhas coisas direito.&lt;br /&gt;          A escola que ela indicou era antiga, um prédio grande que precisava de uma pintura, mas em geral era até bem conservado. Passei dias incríveis ali, aprontei umas boas com os professores e apesar das distrações aprendi tudo o que precisava para passar num vestibular. As festas da turma eram um acontecimento aparte, onde tudo podia acontecer, infelizmente me refiro também às drogas.&lt;br /&gt;          Hoje vejo que meu primeiro dia de aula foi mais importante do que minha mente confusa poderia ter se dado conta. O rumo de uma parte da minha vida foi decidido naquele dia. Quando conheci duas pessoas que me despertaram para sentimentos opostos: o amor e o ódio.&lt;br /&gt;          Apesar de ter me apaixonado por Vanessa, quando nós nos falamos pela primeira vez não foi mágico. Não houve “ aquele encontro de olhares que revela o doce encontro de duas almas predestinadas...”. Como toda garota sonha que seja. Foi algo bem comum. Talvez comum não seja bem a palavra correta para o que aconteceu naquela manhã. Agente se falou na sala mesmo, eu estava nervoso com o primeiro dia na escola nova e ela estava mergulhada nos próprios pensamentos, distraída. &lt;br /&gt;          O professor de matemática dividiu a turma em grupos de três, afim de realizar um trabalho. Foi mais rápido do que eu imaginei que seria. Todos já se conheciam e claro que tinha sua preferencias e por um momento o barulho estridente de cadeiras de ferro sendo arrastadas tomou conta da sala. Eu simplesmente não tinha coragem de me convidar a entrar em um grupo, como alguém que cai de para-quedas no meio de um funeral. Me restava esperar pela solidariedade dos outros e demorou menos do que imaginei. Logo, uma garota de longos cabelos castanhos veio carregando um pouco desajeitada, uma cadeira. &lt;br /&gt;          -Posso fazer o trabalho com você? &lt;br /&gt;          -Beleza.&lt;br /&gt;          Vanessa se sentou do meu lado, podia sentir o perfume dela. Me lembro que meu primeiro pensamento foi algo tipo: Nossa! Que garota bonita!&lt;br /&gt;          Ela foi logo abrindo o caderno e olhando tudo atenta. &lt;br /&gt;          -Nós só temos que resolver uns problemas e pronto – contou ela, ainda com cara enfiada no caderno.&lt;br /&gt;          -Problemas? De matemática?&lt;br /&gt;          -É, isso mesmo – ela falava com uma simplicidade surpreendente.&lt;br /&gt;          Acontece que eu era péssimo em matemática, detestava essa matéria de coração, eu até a chamava de     A ODIADA.&lt;br /&gt;          -Não gosta de matemática? &lt;br /&gt;          -Não é isso, eu só...não sou muito bom – eu tinha que sorrir.&lt;br /&gt;          Era a primeira vez, em muito tempo que eu sorria. Foi naquele momento que percebi o quanto a alegria me fazia falta. Mas ao mesmo tempo, me sentia culpado por não estar mais chorando a morte dele. Foi quando surpreendi um olhar estranho com que Vanessa me olhava. Não sei definir o que ela estava pensando. Só achei que devia guardar meus dilemas existenciais para quando estivesse no meu quarto, na minha casa. &lt;br /&gt;          -Oi Vanessa, posso ficar com vocês?&lt;br /&gt;          Uma garota super maquiada estava parada na nossa frente, com sorriso do tamanho do mundo no rosto. Estava um pouco sem jeito diante do olhar confuso de Vanessa.&lt;br /&gt;          -Ué...pode, senta aí. &lt;br /&gt;          -Valeu Vava! &lt;br /&gt;          A garota se arrependeu antes mesmo de fechar a boca. Do nada, Vanessa ficou irritada.  &lt;br /&gt;          -Vanessa! - corrigiu a garota, se sentando do meu lado – oi, sou Tifane!&lt;br /&gt;          -Caio.&lt;br /&gt;          Durante a aula, Vanessa foi resolvendo os problemas que eu identifiquei como um amontoado de letras e números. Ela tinha uma facilidade surpreendente. De vez em quando me explicava algum detalhe importante, e ria quando eu fazia uma pergunta cuja a resposta era óbvia. Eu estava tentando me soltar, me sentir a vontade, mas era bem difícil com todos aqueles olhares curiosos me acompanhando em cada movimento. Eu já esperava algo do tipo, mas não daquela forma absurda. Alguns mal tentavam fazer os cálculos, só me espiando pelo canto do olho. Será que tinha uma placa na minha testa escrito ESPELHO?&lt;br /&gt;          De todos, tinha um apenas que me incomodava, que estava me perturbando. Havia certa raiva eu diria. Nem precisava ter uma mente tão poderosa quanto Vanessa para perceber. Ele nem se quer disfarçava, simplesmente me olhava e eu encarava de volta. Na hora eu nem liguei, não dei a mínima, acho que por que eu não sabia de todos os problemas que ele me causaria, nem imaginava que eu o odiaria tanto. Foi mais ou menos por ai que Vanessa começou a massagear a testa um pouco distraída, logo largou o lápis e ficou massageando a testa com as duas mãos. Muito séria.&lt;br /&gt;          -Que foi? - perguntou Tifane.&lt;br /&gt;          -Nada, só uma dorzinha de cabeça irritante.&lt;br /&gt;          -Também né fofa! Você tá fazendo resolvendo essas coisas ai há quase uma hora! Até eu sentiria dor de cabeça! &lt;br /&gt;          Mas Vanessa ficou sussurrando uma coisa que acho que Tifane não ouviu, afinal eu estava entre as duas.&lt;br /&gt;          -Agora não, por favor, hoje não – ela falou duas ou três vezes.&lt;br /&gt;          Ela olhava também para o cara do outro lado da sala, irritada, No começo só achei que estivesse fixando o olhar em um ponto qualquer, mas a forma fria como olhava logo me fez mudar de idéia. Vi quando o cara sorriu para ela e lançou um beijinho, só para implicar com a garota. Vanessa parou de massagear a testa e o encarou, foi quando aconteceu a coisa mais estranha que tinha visto até aquele dia. A cadeira dele, andou alguns centímetros no chão, fazendo barulho, todos olharam para ele. &lt;br /&gt;          -Tiago, por favor, nada de arrastar cadeiras agora, estão todos concentrados. - brigou o professor.&lt;br /&gt;          Mas a cadeira andou de novo, mais uns centímetros. Vi como ele ficou assustado, claro que ele não estava fazendo aquilo, mas então, como explicar o fenômeno? Nem tive tempo de formular um pensamento completo. A cadeira virou, jogando o cara no chão. Todo mundo riu, Tifane riu, eu teria sorrido se não estivesse tão impressionado, Mas Vanessa foi a única que permaneceu como estava. &lt;br /&gt;          Depois disso, ela não falou mais nada com ninguém o resto da manhã. Terminou o trabalho e só abriu a boca para dizer que já estava pronto. Levantou e saiu andando, voltou para o seu lugar de costume, bem perto da porta. Durante a manhã toda, ficou sozinha, seríssima. No intervalo ela sumiu de vista. Eu tinha um pensamento tão absurdo que não consegui esquecer. Uma suspeita que considerei como uma fantasia que eu criei para me divertir.&lt;br /&gt;          Quando cheguei em casa minha mãe veio com aquele jeito de mãe sabe? Perguntando como foi o dia e essa coisas. Eu não facilitava nada a minha vida.&lt;br /&gt;          -Foi normal – falei e fui passando para o quarto.&lt;br /&gt;          -Caio, você nem vai almoçar  filho? &lt;br /&gt;          -Tô sem fome – falei depois de fechar a porta do quarto.&lt;br /&gt;          Na mesma hora senti um remorso sem tamanho, ela só estava tentando conversar, sem pressão nem bronca. Mas eu não tinha coragem de abrir a porta e ir até ela. O que acho um grande erro. Esse é um dilema da vida dos adolescentes, por é tão difícil reconhecer um erro? Parece que o adolescente vai morrer se pedir desculpa! Eu sei por que eu passei por isso. Querem sempre ser os donos da razão. E a vida pode ser tão imensamente simples se subtrairmos esses caprichos maldosos.&lt;br /&gt;         Muitas vezes, machuquei minha mãe, quando ela só queria me ajudar. Já me desculpei muito por isso, mas parece que nunca será o bastante.&lt;br /&gt;         Essas coisas que eu fazia de errado e nem me dava conta, foi Vanessa que me mostrou. &lt;br /&gt;         Eu não notei que aquela noite, foi a primeira que eu dormi sem nem pensar no meu pai, como era costume. Eu fiquei remoendo o que aconteceu na sala. Mas eu nem imaginava, que esse era o começo de muitas outras bizarrices que viriam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1953453570324682021-637355728493624066?l=diarrary.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarrary.blogspot.com/feeds/637355728493624066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diarrary.blogspot.com/2010/03/2-vanessa.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1953453570324682021/posts/default/637355728493624066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1953453570324682021/posts/default/637355728493624066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarrary.blogspot.com/2010/03/2-vanessa.html' title='2 - VANESSA'/><author><name>ilona</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685143263851690977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_632yj7VPxzA/S7DDkMTWCDI/AAAAAAAAAME/SH6wfaECiSU/S220/www.MessenTools.com-1734-176Shadow.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1953453570324682021.post-7134578333736336354</id><published>2010-02-19T16:28:00.000-04:00</published><updated>2010-02-19T16:36:54.865-04:00</updated><title type='text'>1 - Apenas Um Escritor</title><content type='html'>Vamos do começo...meu nome é Caio, sou colunista de um jornal local. Claro que você não deve ter lido minhas colunas. Trabalho como colunista há 3 anos, um tempo consideravelmente bom por aqui. Não escrevo nada de excepcional, nenhuma bomba polêmica, mas faço minhas pequisas. Uma coisa boa em ser colunista, é que podemos variar bastante nos assuntos. Posso falar de qualquer coisa que prenda a atenção do público alvo. As vezes até faço umas viagens para o interior do estado, afim de conhecer algum ponto turístico ou qualquer outra coisa que valha pena.&lt;br /&gt;         Mas eu não estou aqui para contar como é minha vida estressante. Hoje eu vou contar como foi me apaixonar pela primeira vez. Você deve estar se perguntando o que tem de tão excepcional nisso para eu achar que alguém vai querer saber. Afinal, quem nunca se apaixonou na vida? &lt;br /&gt;         Ela era diferente, aí você vai dizer, “todas são!” Mas eu estou falando de ser realmente diferente. Vanessa era astuciosa, tinha uma mente magnífica e um coração enorme, que mal cabia no peito. Mas isso foi há muito tempo, hoje, ela está desaparecida. Na verdade, ela é foragida da polícia, acusada de ter tentado assassinar o padrasto. Mas isso eu conto melhor depois, vocês poderão tirar suas próprias conclusões.&lt;br /&gt;         A minha vida mudou totalmente quando meu pai morreu, eu tinha 15 anos. Foi morto depois de reagir a um assalto, nunca me deixou faltar nada que o dinheiro pudesse comprar. Mas sempre estava ausente, em alguma reunião importante. Sempre me prometendo que na semana que vem agente ia fazer alguma coisa juntos. Quando aconteceu, eu senti uma dor tão grande, nada mais fazia sentido e foi quando aconteceram as crises de personalidade pela qual todo adolescente passa. E para surpresa da família, foi quando aconteceu a tentativa de suicídio mal sucedida.&lt;br /&gt;          Aconselhada pela minha psicóloga, minha mãe resolveu que precisávamos mudar de vida. Tudo na casa nos lembrava ele. Então foi desse jeito, por esses motivos que acabei indo parar em Boa Vista, capital de Roraima, onde mais tarde eu ia descobrir que era a cidade onde Vanessa morava. &lt;br /&gt;         A cidade era calma, tinha um certo trânsito, as pessoas eram até um pouco receptivas, mas também não faziam uma festa é claro. No começo achei que todo muito era fofoqueiro, sabe? Tipo vizinha metida! Eu não estava muito afim de novos amigos. Um trastorno típico de adolescente.&lt;br /&gt;         Nos fomos morar num bairro chamado Caçari. O plano da minha mãe e da psicóloga tinha tudo para dar certo, mas na verdade, eu não ligava muito para nada daquilo. Nenhuma casa nova, ou escola, ou cidade, iam fazer a dor da perda que eu sentia diminuir. Com o tempo, alguns meses, me tornei um adolescente triste, fechado, era o que eu achava até conhecer Vanessa.&lt;br /&gt;          Nunca vou esquecer daquela segunda-feira, estava no meio do mês de maio. Foi complicado chegar no meio do 2º bimestre de aula, fiquei um pouco nervoso. Escola nova, pessoas que já haviam se enturmado, sabe como é? Os “grupinhos” já estavam formados e um novato viria a ocupar o único cargo vago da turma, e por sinal o mais constrangedor, o de novato.&lt;br /&gt;         Claro que minha mãe quis ir comigo no primeiro dia, e é claro que eu recusei, neguei até a morte! Já era ruim estar entrando assim. Bem no meio do bimestre! &lt;br /&gt;         -Tem certeza que não quer que eu vá com você? - insistiu ela quando ia levantando da mesa.&lt;br /&gt;         -Mãe por favor né! - eu dei mais gole de suco da laranja antes de olhar ela com aquela cara que de deboche que só filho ousa olhar.&lt;br /&gt;         -Eu não entendi esse seu jeito de me olhar agora seu Caio! Não vejo nada de mais, oras você é meu filhotinho! &lt;br /&gt;         Eu detestava quando ela falava assim.&lt;br /&gt;         -Ah...mas que coisa ridícula mãe! Nada a ver você ir comigo, eu não sou mais criança e nem tô no pré! - fui saindo da cozinha.&lt;br /&gt;         Pois fique sabendo que até a 4ª série eu levava o senhor na escola sempre viu! Não vejo nada de ridículo!&lt;br /&gt;         Eu sabia que ela tava brincando, quem visse jurava que agente tava brigando, mas nosso relacionamento sempre foi bem aberto e divertido, com certos atrevimentos das duas partes. As vezes falávamos coisas só para irritar o outro. Daquela vez não era diferente, tanto é que quando ela falou aquilo e eu me zanguei, ela tava sorrindo, só mexendo comigo.&lt;br /&gt;         -Está bem Caio, você me convenceu, mas... - ela foi ficando séria – cuidado filhotinho, você...não vai ficar andando por aí depois da aula.&lt;br /&gt;         Lancei um olhar irônico para ela, já tava na porta da sala. &lt;br /&gt;         Minha mãe ficou aquele jeito estranho de me olhar depois da morte do meu pai. Ela parava e ficava com um jeito melancólico, durante anos ela me olhou assim, nunca fui capaz de entender aquilo até crescer. Quando me tornei homem de verdade, com uma vida de verdade, com amores e responsabilidades é que fui compreender a melancolia que as vezes brilhava nos olhos dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1953453570324682021-7134578333736336354?l=diarrary.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diarrary.blogspot.com/feeds/7134578333736336354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diarrary.blogspot.com/2010/02/1-apenas-um-escritor.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1953453570324682021/posts/default/7134578333736336354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1953453570324682021/posts/default/7134578333736336354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diarrary.blogspot.com/2010/02/1-apenas-um-escritor.html' title='1 - Apenas Um Escritor'/><author><name>ilona</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16685143263851690977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_632yj7VPxzA/S7DDkMTWCDI/AAAAAAAAAME/SH6wfaECiSU/S220/www.MessenTools.com-1734-176Shadow.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
